sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa

Alfabeto
Nova Regra:


O alfabeto é agora formado por 26 letras.

Regra Antiga:

O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.

Como Será:

Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano.

Trema
Nova Regra:

Não existe mais o trema na língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano.

Regra Antiga:

agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça.

Como Será:

aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

Acentuação

Nova Regra:

Ditongos abertos (ei, OI) não são mais acentuados em palavras paroxítonas.

Regra Antiga:

assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio.

Como Será:

assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio.

Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

Nova Regra:

O hiato 'oo' não é mais acentuado.

O hiato 'ee' não é mais acentuado.

Regra Antiga:

enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem.

Como Será:

enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo,creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem.

Nova Regra:

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas.

Regra Antiga:

pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo).

Como Será:

para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo).

Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por' .

Nova Regra:

Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I' (gue, que, GUI, qui) .

Regra Antiga:

argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe .

Como Será:

argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique .

Hífen
Nova Regra:

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas.

Regra Antiga:

ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível.

Como Será:

antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível.

Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

Nova Regra:

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal.

Regra Antiga:

auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado.

Como Será:

autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

Nova Regra:

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

Regra Antiga:

antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico.

Como Será:

anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico.

obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen.

obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.

Nova Regra:

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição.

Regra Antiga:

manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento.

Como Será:

mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, párachoque, paravento.

Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

Observações Gerais

O uso do hífen permanece:

Exemplos:
Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'
ex-marido, vice-presidente, soto-mestre.

Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N:
pan-americano, circum-navegação.

Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio:

pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação.

Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'
além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto .

Não existe mais hífen:

Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais).

Exemplos:

cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.

Exceções:

água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A fome (dos banqueiros) no mundo

Vou fazer um slide-show para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos.




Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em
Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o
problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.




Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.


sábado, 18 de outubro de 2008

Dica de filme


Sinopse
Walter Sparrow (Jim Carrey) entra numa espiral de loucura quando toma contato com um misterioso livro chamado The Number 23 ("O Número 23"). Enquanto lê o livro, começa a ficar convencido de que o texto é baseado em sua própria vida. Sua obsessão com o número 23 começa a consumi-lo de forma a fazer com que Walter acredite que o texto está influenciando em sua vida.


Título no Brasil: Número 23
Título Original: The Number 23
País de Origem: EUA
Gênero: Suspense (ou Obsessão?)
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Estréia no Brasil: 23/03/2007
Site Oficial: http://www.number23movie.com/
Estúdio/Distrib.: Playarte
Direção: Joel Schumacher

Elenco


Jim Carrey ... Walter Sparrow/Fingerling
Virginia Madsen ... Agatha Sparrow/Fabrizia
Logan Lerman ... Robin Sparrow
Danny Huston ... Isaac French/Dr. Miles Phoenix
Lynn Collins ... Suicide Blonde/Sra. Dobkins/Young Fingerling’s Mother
Rhona Mitra ... Laura Tollins
Michelle Arthur ... Sybil
Mark Pellegrino ... Kyle Finch
Paul Butcher ... Young Fingerling/Young Walter
David Stifel ... Hotel Clerk
Corey Stoll ... Sergeant Burns
Ed Lauter ... Father Sebastian
Troy Kotsur ... Barnaby
Walter Soo Hoo ... Chinese Restaurant Owner
Patricia Belcher ... Dr. Alice Mortimer


COMENTÁRIOS DU ROBS:

Prepare-se.

Confesso que não esperava, mas, esse filme é incrível! Apesar de estar classificado como “suspense”, poderia muito bem existir uma classificação como “obsessão”. Diferente de tudo que eu tinha assistido. É aquele tipo de filme que, para variar, ou vc adora ou odeia! Conheço pessoas que literalmente acharam uma bosta!! E outras (como eu) que acharam fantástico! Acho que gosto de uns filmes assim , meio psicodélicos!rs.

Bom, na minha opinião, um dos filmes mais inteligentes que já assisti! Jim Carrey muito bem no papel, aliás, prefiro ele em dramas do que em comédias, que diga-se de passagem o ótimo “ficção/drama” – Show de Thruman.

Chega a beirar a loucura, essa obsessão pelo número 23 apresentada aqui. Incríveis concidências que nos faz pensar o tempo todo! (Claro, podia ser o 19, 07, 15...mas, escolheram o 23) Se vc não assistiu ainda, assista e preste muita atenção o tempo todo. Tudo ou quase tudo, tem um porque, tem um encaixe.

Se vc for chegado a numerologia então, indispensável!

Excelente pedida, com um final surpreendente. Pelo menos para mim é muito bom! Respeito quem já assistiu e não gostou, mas eu sou da turma dos que adoraram!!!

Nota Du Rob´s: 10 (fazia um tempinho que não saía um dez aqui hein!).







sexta-feira, 17 de outubro de 2008

20.000 ACESSOS!!

PESSOAL, OBRIGADO PELAS VISITAS!!!
Aos fãs do windows, obrigado!


A vc que acessa meu blog, perdido na multidão...meu muito obrigado.

Aos meus amigos...obrigado...

Aos que pensam só "naquilo" ...obrigado...
Aos românticos...muito obrigado...

Aos adultos que acessam esse blog, homens e mulheres...obrigado.

As crianças, obrigado...mesmo que seja a criança dentro de nós adultos! rs.




A todos que passam por aqui, comentam, discutem, distraem-se...Obrigado mesmo! Voltem sempre, sempre e comentem a vontade. Como todo blogueiro sabe: É o nosso combustível!!
Abraços
Robs

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Razões a flor da pele

Eles se pegavam...

Lucia e Alberto viviam se pegando...

Conheceram-se nos idos de 1997. Mas tinham certeza de que suas almas já se conheciam de longa data.

Bastava um encontro, casual ou não. Já estavam se agarrando, se beijando, se devorando.
Colecionavam histórias particulares de transas no escritório, no carro, nos motéis e onde desse vontade.

Não entendiam o que era aquilo, tinham uma energia juntos, algo diferente, mágico, único, só deles. Passava uma semana, um mês ou um ano, não importava, qdo encontravam-se, entregavam-se um ao outro, com intensidade...

Vc pode dizer, normal, um relacionamento baseado no sexo. Amizade colorida tradicional.

Não.

Não era só isso. Eles tinham algo a mais. Davam-se bem, conversavam sobre tudo, combinavam quase com tudo, tinham os mesmo gostos, sentiam a falta um do outro, mas, nunca...Nunca namoraram.


Se auto-nomeavam para quem perguntasse somente como: amigos...

Estranho... Simplesmente...Não tocavam no assunto...Gostavam-se...Conversam de tudo,trocaram confidências que com ninguém mais falariam, conheciam seus mais intímos segredos, mas, nunca falaram em namoro, ou assumir uma relação.
Nem qdo Alberto começou a namorar em 1999. Continuavam a se encontrar. Nada combinado. Não achavam sinceramente que estavam traindo ninguém. Nem comentavam sobre seus “oficiais”. Não zombavam deles, não inventavam desculpas nos relacionamentos para se verem. Tinham a história deles e acostumaram-se a separá-la do resto do mundo.

Seus relacionamentos não duravam...como esse de Alberto em 99 que logo findou-se.


Não era traição, não era safadeza. Assim achavam, de verdade...Não era também uma desculpa para se pegarem...Não sentiam que estavam fazendo nada de errado, ninguém sabia além deles dois somente, Alberto não vangloriava-se para ninguém, Lucia não confidenciava a nenhuma amiga.

Tinham cumplicidade, amizade, do jeito deles...Amavam-se.
Inexplicavelmente, precisavam, necessitavam um do outro, completavam-se.

- Alberto, tenho novidades, estou namorando! – Lúcia deixou um recado no orkut dele.

- Nossa, que legal, fico feliz por vc e espero que ele esteja te tratando bem hein!!

– Ele respondeu sinceramente.

- Precisamos nos ver para por o papo em dia, faz muito tempo que não nós vemos.

– Eles não se viam a bem uns 2 ou 3 anos. - Claro, claro...Quem diria que te encontraria aqui hein!(qdo começaram a amizade não existia o famigerado orkut).

Atualizaram seus telefones e marcaram de se ver.

Não dava certo, nunca combinava as agendas...O tempo passou. Aquela “pegação” acabou...Pensou Alberto.

Ledo engano.

Conseguiram encontrar-se,a mesma energia rolou.

Achavam que com um pouco mais de maturidade, aquele fogo acabaria.

Ledo engano parte 2.

Encontrara-se e deram um abraço de quase meia hora. Sentiram a troca de energia intensa só nesse abraço!

Almoçaram...beberam, conversaram, trocaram carinhos e olhares... e...Motel...sem pestanejar...sem dúvidas...sem encucacações...sem encanações.

Sabiam bem o que queriam e definiam isso apenas com gestos...

Mais uma vez foi ótimo, incrível a sintonia desse quase casal. Convenciam-se de sua amizade...como diz a canção: "então tá combinado, tudo é somente sexo e amizade".

Logo após a entrega Lúcia mandou: – Alberto, essa é nossa última vez!
Como assim? Assustou-se Alberto.
Como eu te falei, estou namorando, só que vamos morar juntos!
Vão casar?
Não...só morar juntos.
Para mim é como se fosse – Alberto não entendia o que estava sentindo. Ciúmes? Nunca tiveram um do outro, pelo menos não declarado, Posse talvez...não sabia..afinal, eles nunca conversam sobre isso, era um pacto, uma regra silenciosa, acordada apenas com os olhos. Regra que sem querer estava sendo quebrada.

Como terminar algo que nunca começou?

Lúcia tb não entendia nada, nem o porque dessa decisão.

Ele me trata bem sim – dizia ela quase que tentando se convencer.

Naquele dia, nada mais foi dito do assunto, como sempre. Entregaram-se mais uma vez um ao outro, com a certeza que era a última, portanto com mais vontade,desejo, tesão, entrega total...

Despediram-se como se o assunto nem tivesse sido dito...

Alberto chegou em casa com a estranha sensação de vazio.

Lucia começou nova vida...com a certeza de que estarão sempre ligados, assim mesmo. Mas que aqueles encontros não aconteceriam mais.

Passaram uns 7 ou 8 meses desse encontro, Alberto conheceu Mônica e engatou um firme namoro, era a mulher dos seus sonhos, doce, carinhosa, compreensiva, gostosa, etc, etc...Era um passo para pensar até em casório, pensava ele.

Pegou o telefone:

– Alô? - Lucia? Oi,Sou eu, Alberto, Tenho novidades, estou namorando!

- Nossa, que legal, fico feliz por vc e espero que ela esteja te tratando bem hein!

- Precisamos nos ver para por o papo em dia, faz muito tempo que não nós vemos...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O Paradoxo do nosso tempo

George Carlin - *12/05/37 +22/06/08

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados...

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Explicando a crise

Entendendo a complexidade da crise sub-prime americana no Brasil:

Entender a crise não é fácil, mas permitam-me oferecer um similar nacional.

É assim: o seu Biu tem um bar, na Vila Noviórqui, e decide que vai vender cerveja "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. (*1)

Porque decideu vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da loura. A diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito (taxa de risco, com dizem alguns). Bom negócio, não? (*2)

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, convence que ele deve ampliar o seu bar, afinal as vendas estão indo muito bem!
O bar é alugado, e o seu Biu só tem um fusca 78. Então, o gerente decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um "ativo recebível", e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, decidem captar dinheiro no mercado e, como garantia, apresentam os tais recebíveis do banco, os transformando em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Ou seja, as cadernetas dos pinguço "lastreiam" os títulos que começam a circular no mercado.

Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu). (*3)

Esses derivativos estão sendo negociadas como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os pinguços da Vila Noviórqui não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia se desespera. (*4)

Mais um detalhe para enriquecer a história: antes de tudo chegar aonde chegou, outros engravatados metidos a professores atribuíram nota AAA para os tais títulos (S&P, Moody's and Fitch).
São as mesmas empresas que deram Grau de Investimento para o Peru um mês antes de aumentarem a nota do Brasil!

É tudo muito sério mesmo...

(*1) No mundo real, o boteco do seu Biu são instituições de crédito imobiliário nos EUA. Os pinguços são pessoas sem crédito ou com histórico de inadimplência (alguns nem visto de permanência nos EUA tinham, ou seja, os chicanos ilegais da Flórida e Califórnia). As pingas são os imóveis. As cadernetas equivalem aos contratos de empréstimo. Tá bom, você pode dizer, pinga evapora... mas neste caso...

(*2) Os financiamentos imobiliários lá no norte da América têm taxas que variam entre 3 e 6,5 % ao ano, em média. Esses créditos "especiais" estavam sendo negociados a 12, 15, até 18%! Num país onde taxas de juros são sempre baixas, os financiamentos estão mais caros do que no Brasil, o país campeão de juros mundiais!

(*3) Segundo Joelmir Beting, todos os imóveis financiados nestas condições têm valor de mercado estimado em US$ 40 bilhões. Já os papéis que circularam mundo afora, ou seja, a riqueza gerada a partir desse lastro, é estimada em US$ 1,5 trilão!

(*4) Só para citar os credores do Lehman Brothers, a lista de instituições com bônus que foram para o brejo ou "dívidas não asseguradas" (não só lastreado nos títulos duvidosos, é claro) é assustadora: US$ 463 milhões com o AOZORA (Tóquio), Mizuho (Tóquio) US$ 289 milhões, Citibank US$ 275 milhões, US$ 250 milhões com o BNP Paribas (França), US$ 231 milhões do japonês Shinsei Bank, US$ 185 milhões do UFJ Bank Limited of Japan, $ 177 milhões do Sumitomo Mitsubishi Banking e por aí vai...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Significado de nomes

16 nomes e seus significados. Invariavelmente, postarei mais nomes:

Adriana =
Do latim, Da cidade de Ádria, região banhada pelo mar.


Cássia = Do Latim, feminino de Cássio que é distinto(a), ilustrado (a).

Debora = Hebraico, A abelha.

Douglas = Gaélico-escocês: Duubhglas, da água escura ou preta.

Robson = Do Inglês, Robinson.

Vanessa = Gênero de lindas borboletas.

Solange = Do Francês, Solange, solene, magestosa.

Leandro = Greco-Latino: Homem Leão.

Isadora = Grego: Isidora, dádiva de Isis.

Marcos = Latim, Marcus, Deus da guerra.

Maria = Hebraico: Miriam, senhora, soberana.

Jéssica = Hebraico, Yishay, cheia de riqueza.

Patricia = Latim, da mesma origem, da pátria.

Priscila = Latim, o mesmo que Pricila, do passado, dos tempos primitivos.

Roberta = Anglo-Saxão, fem. de Roberto, brilhante na glória.

Simone = Hebraico, shim'on, a ouvinte.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A volta do capitão Nascimento!

Muito boa charge! rs.
Mauricio Ricardo sempre de parabéns!