domingo, 31 de outubro de 2010

Compreender o indivíduo



Todos nós temos uma conta bancária emocional com outras pessoas, cujo fundo é uma reserva de confiança. Essa reserva – para se manter em alta – necessita de depósitos constantes, como gentileza, cortesia, atenção, respeito, atenção, carinho, e assim por diante. 

Tentar compreender realmente a outra pessoa é provavelmente um dos depósitos mais importantes que se pode fazer, além de ser a chave para todos os outros. Isso porque você simplesmente não sabe
o que constitui um depósito para a outra pessoa, até entendê-la como indivíduo. Afinal, o que pode ser um depósito para você – sair para dar uma volta e conversar sobre os problemas, ir tomar um sorvete, trabalhar em um projeto comum – pode não ser entendido como tal pelo outro... Ou seja, a missão de uma pessoa pode ser apenas um “detalhe” para a outra...
 



Nossa tendência é projetar nossa própria experiência de vida naquilo que acreditamos que as pessoas querem ou precisam... Nossa interpretação do que constitui um depósito se baseia em nossas necessidades e desejos... E o que é pior, se os outros não consideram nosso esforço como um depósito, tendemos a tomar essa reação como uma forma de rejeição a nossas boas intenções, e desistir. 

A ‘regra de ouro’ diz: “faça aos outros o que deseja que façam a você”. Apesar da objetividade dessa frase,
acredito que seu significado essencial seja: entenda os outros em profundidade – como indivíduos – do mesmo modo como você gostaria de ser compreendido, e depois trate-os em função dessa compreensão.

Um pai bem sucedido disse a respeito da educação dos filhos:
“trate a todos igualmente, tratando como um de forma diferente”.
 
(por Stephen R. Covey no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes")
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Vale a pena também ler:

Ciclos
Se fosse fácil não teria graça
Ninguém é perfeito
O poder das palavras
O paradoxo do nosso tempo

Um comentário:

Josiane Cristina Armani Dagort disse...

Ola,
As vezes estamos tao involtos em pensamentos nossos, problemas nossos que nos esquecemos que o proximo nada tem a ver com o que nos aflige, mas nós, seres humanos egoistas que somos, nos esquecemos e as vezes acabamos nos isolando, afastando os outros, com comportamentos egoistas...tratando mal...nas ruas deste Brasil um velo snehor já pintou...que gentileza gera gentileza....
beijos
J^^h