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sábado, 3 de setembro de 2011

Nunca troque seus princípios por um objetivo

As pessoas que abrem mão daquilo em que acreditam para alcançar um determinado objetivo terminam frustradas com suas realizações.
Se você não mantiver seus princípios éticos, não conseguirá alcançar a satisfação.


Um bom exemplo vem de um estudante da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que há alguns anos foi expulso da instituição. Influenciado por colegas, ele falsificou todos os documentos de sua proposta de admissão: histórico escolar, cartas de recomendação, suas atividades. Sua proposta era tão boa que ele foi aceito na Universidade. Durante o curso, ele teve um ótimo desempenho mas, quando estava próximo da formatura, ele simplesmente confessou a fraude.

Esse aluno era uma pessoa bem intencionada, proveniente de uma família que procurava viver de acordo com seus princípios; por isso, a ideia de ter falsificado documentos o atormentava a tal ponto que ele preferiu abrir mão do diploma a obtê-lo com base em uma fraude. O fato é que suas realizações estariam sempre calcadas em uma mentira e isso, para ele, as transformavam em fracasso.

Estar feliz e ter um comportamento ético são atitudes que se reforçam mutuamente. Pessoas que se sentem antiéticas têm menos chances de se sentirem felizes.
(texto de David Niven, no livro "Os 100 segredos das pessoas felizes")
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em caso de despressurização

Não se sinta culpado em pensar em si próprio. Se quer colaborar com o mundo, comece por você

Eu estava dentro do avião, prestes a decolar, e pela milionésima vez escutava a orientação do comandante: "Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente a sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver a seu lado". E a imagem no monitor mostrava justamente isso, uma mãe colocando a máscara no filho pequeno, estando ela já com a dela.

É uma imagem um pouco aflitiva, porque a tendência de todas as mães é primeiro salvar o filho e depois pensar em si mesma. Um instinto natural da fêmea que somos, todas. Mas a orientação dentro dos aviões tem lógica: como poderíamos ajudar quem quer que seja estando desmaiadas, sufocadas, despressurizadas?

Isso vem de encontro a algo que sempre defendi, por mais que pareça egoísmo: se quer colaborar com o mundo, comece por você.

Tem gente à beça fazendo discurso e reclamando em nome dos outros, mas mantém a própria vida desarrumada. Trabalham naquilo que não gostam, não se esforçam para manter uma relação de amor prazerosa, não cuidam da própria saúde, não se interessam por cultura e informação e estão mais propensos a rosnar do que a aprender. Com a cabeça assim minada, vão passar que tipo de tranqüilidade adiante? Que espécie de exemplo? E vão reivindicar o quê?



Quer uma cidade mais limpa, comece pelo seu quarto e seu banheiro. Quer mais justiça social, respeite os direitos da empregada que trabalha na sua casa. Um trânsito menos violento, é simples: avalie como você mesmo dirige. E uma vida melhor para todos? Pô, ajudaria muito colocar um sorriso neste rosto, parar de praguejar, encontrar soluções viáveis para seus problemas, dar uma melhorada em você mesmo. Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa, tanto a parte boa como a parte ruim da nossa história, salvo tragédias pessoais e abandonos sociais. E, mesmo entre os menos afortunados, há os que viram o jogo, ao contrário dos que viram uns chatos.

Antes de falar mal da Caras, pense se você mesmo não anda fazendo muita fofoca. Coloque sua camiseta pró-ecologia, mas antes lembre-se de não jogar lixo na rua e nem de usar o carro desnecessariamente. Uma coisa está relacionada com a outra: você e o universo. Quer salvá-lo? Garanta-se primeiro. Não se sinta culpado em pensar em si próprio. Cuide da sua saúde. Arrume o que é seu. Agora sim, estando quite consigo mesmo, vá em frente e mostre aos outros como se faz.

(texto de Martha Medeiros, publicado no Jornal Zero Hora/RS)
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sábado, 2 de julho de 2011

Rogério Sempre!

Não escrevi nada sobre o Gol 100 do Rogério Ceni. Assim como outros grandes momentos da minha vida - e este foi, certamente, um dos cinco momentos mais incríveis que vivi - não quis ser injusto e deixar de fora alguma fração de segundo que merecia ser detalhada com esmero. Assim, este também não é um texto sobre o Rogério Ceni, é apenas um breve relato perplexo sobre a alegria não só de rivais, mas também de toda a imprensa pelo fato dele ter falhado (?) em dois gols nas últimas duas partidas.

Maior goleiro de toda a história da Terra para os são-paulinos e, aceite, rival, melhor goleiro contemporâneo, está a quase duas décadas debaixo das traves do time mais vencedor do mesmo período. Comparável apenas ao Marcos, goleiro de equipe rival, consagrado por excelentes atuações na Libertadores e na Copa do Mundo, Rogério tem o dobro de partidas disputadas. Depois que assumiu a titularidade, não foi relacionado como reserva por deficiência técnica ou má fase.

Tem todos os títulos. Mais de uma vez cada um, na verdade. Aparições épicas, que nossos filhos estudarão nos livros da escola, como a final do Mundial e a partida contra o Rosario Central. Mas que não se esqueça que ele se tornou o M1TO que é hoje, celebrado por duas falhas pelos rivais, por ser monstruoso em partidas como as últimas contra o Ceará e o grêmio. Além dessas defesas de encher os olhos, ele faz gols. E isso mata quem não pode comemorá-los.

Vi hoje gente querida falando que ‘é uma vergonha se orgulhar de um goleiro porque ele faz gols.’ Se ele fez 101 até hoje, é porque teve como se manter na posição - defendendo como ninguém mais fez. E se manteve na posição de um time vitorioso e muito ambicioso - relembre, é o time que mais venceu desde que ele apareceu. Foi mal, amigo.


Faz gols. Lembro de um São Paulo x Vasco, que levei um vizinho-quase-parente, deficiente físico, pra ver o jogo. Sorte dele, goleamos e teve gol do Rogério. O cara chorava e eu me orgulhava por ter ajudado o cara a viver isso. Se comemorar gol é importante, comemorar gol de um ídolo é ainda mais - e, que todos os bons tenham a sorte de viver esse momento algum dia - comemorar o gol de um goleiro identificado com o seu sangue é imensurável.


João, um amigo rubro-negro fanático, me ligou uma vez bêbado pra falar que “agora sabia como era a emoção de comemorar um gol de goleiro”. E foi o Bruno…
Rogério perde gols. Tenho algumas fotos ou vídeos dele chutando pra fora ou na mão do goleiro. São celebrados como gols a favor. Guardo como relíquias, pra lembrar no futuro da minha reação.
É obstinado. São mais de cem partidas seguidas na meta do São Paulo - quebrou todos os outros recordes imagináveis. Defendeu 48 pênaltis durante as partidas, um quarto dos chutes contra ele. Poucas lesões na carreira. Com uma fratura no tornozelo e rompimento de ligamentos, a imprensa amplificou a festa e as piadas feitas pelos rivais. Como nunca se havia visto - tente lembrar de alguma coisa do Ganso, do Marcos ou do Ronaldo Joelho, quando ainda era profissional, na Europa. Nada! Vale mencionar meu orgulho por ter fraturado o mesmo pé, colocado as mesmas âncoras na cirurgia e usado a mesma bota do Capitão! :)

Inteligente, muito acima da média. Não precisa de muito para ser mais sagaz que um setorista pós-UniEsquina, porém ele não entra na dos caras. Não entrega os companheiros depois de um jogo, como faz o outro ídolo após goleadas. Analisa o jogo, destruindo teorias estapafúrdias dos Marsiglias e Casagrandes da vida segundos após o apito final. Tudo isso faz os menos favorecidos o chamarem de arrogante e escroto. Tive poucos contatos com ele. No primeiro, entre 150 pessoas que só o esperavam no vestiário após uma partida em que havia perdido um pênalti, atendeu a todos com extremo carinho. Falou ao telefone com o filho de um cara, fez umas 100 pessoas chorarem (sério, foi incrível), distribuiu o dobro de autógrafos e tirou fotos olhando para todas as câmeras apontadas. Fez graça do pênalti perdido. Na última, num aeroporto no Rio, ele tinha feito um gol e defendido um pênalti do Washington. Fui explicar porque queria mais um autógrafo, minha caneta não funcionava, o cara atravessou o saguão pra pegar uma hidrográfica que marcaria mais uma camisa que viraria quadro.



As vezes vacila, como naquela fala tonta sobre a cavadinha, da qual deve se arrepender. Daquele Arsenalgate, pouco dá pra entender até hoje. Textos contraditórios na imprensa, sabe-se lá quem vazou o que, quem era confiável ou não. Entre um cartola não muito honrado e uma pessoa com uma carreira irretocável, fico com o Capitão - aliás sua defesa foi feita na rua em que eu moro hoje. :)
Tanto tempo depois, cada reposição de bola que atravessa o campo e vai ser judiada no pé de um dos nossos atacantes ainda vale uma marca no ingresso pago. Frangou como todo ser humano, perdeu partidas fáceis como todos nós, teve má fase cheias de contusões há uns 3 anos e saiu dela com a saúde e reflexo de um estreante. De aposentável, terminou o ano como campeão brasileiro. Perdeu partidas difíceis com erro seu, como a libertadores de 2006. Anos depois vimos que uma de suas filhas estava internada e isso estava tirando sua concentração. Em 2011, vem dando shows a cada partida. A do centésimo gol, inclusive, fica marcada por suas defesas incríveis e a bola na gaveta. A comemoração com o sangue fervendo, o punho fechado, o beijo no escudo, muito diferente dos gols comemorados como imbecis que a televisão impõe aos menos inteligentes. O ídolo é um exemplo, dentro e fora de campo.

Levou dois frangos. Com a defesa desses jogos, meu amigo, devemos festejar que foram só DOIS frangos. A ‘imprensa especializada’ festeja e acirra a rivalidade. Teve cientista renomado publicando que Rogério Ceni foi quem levou mais gols do seu time. Desesperados, inventaram estatísticas, logo depois desmentidas, de quantos gols faltavam pra um goleiro com 20 anos de carreira levar o centésimo de um rival. Um canal de TV fez um vídeo com as falhas do crápula-arrogante. Um gibi-jornal reclama que o dvd SOBRE OS CEM GOLS não comenta nada sobre suas falhas ou gols perdidos, expulsões talvez. Vale a pena lembrar que esse é o segundo DVD sobre o Rogério - o primeiro dá destaque às suas defesas - o autor é entrevistado no segundo DVD.


O contrário do jogador-padrão brasileiro. É quieto, não gosta de pagode, não quis entrar na robinhagem da seleção, ele já explicou e até fez um mea culpa disso tudo - todos sabem os motivos que o tiraram da cbf de vez e também porque não era titular nas vezes em que foi convocado, quase que por obrigação. Nunca precisou - foi destaque no mundo inteiro por seu trabalho sem puxar o saco de instituições criminosas. Rogério, ao encerrar a carreira, não vai vestir paletó de carregador de malas de hotel ou puxar o saco do ricardo teixeira por dinheiro ou pra aparecer.
Levou um frango ontem, no final do primeiro tempo. Isso, logo depois do São Paulo ter sido goleado pelo arquirrival. A torcida, pequena no estádio, prontamente gritou seu nome. E alguém ainda vem falar em mero ‘crédito’, ta louco? Só nós temos Rogério!





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Desabafar é preciso

A psicanálise baseia-se, até certo ponto, no poder de cura das palavras. desde os tempos de Freud, os analistas sabem que os pacientes poderiam ter alívio para as suas ansiedades íntimas se pudessem falar, apenas falar.

Por que isso? Talvez porque falando adquirimos mais compreensão daquilo que nos aflige – conseguimos uma perspectiva melhor. Ninguém sabe responder inteiramente a essa pergunta. Mas todos nós sabemos que “desabafar” ou “abrir o coração a alguém” traz alívio quase imediato.


Por isso, na próxima vez que tiver algum problema emocional, procure alguém para conversar. Escolha uma pessoa em quem confie e fale... Desabafar com alguém os nossos problemas é um dos principais meios de começar a compreendê-los melhor e a tirá-los de sua mente.

Quando alguém fica ruminando sozinho as suas preocupações, só colhe tensão nervosa. Todos devemos compartilhar com alguém as nossas dificuldades. Devemos revelar as coisas que nos preocupam. Precisamos sentir que há alguém no mundo disposto a nos escutar, e que seja capaz de nos compreender.

(Texto de Dale Carnegie, do livro "Como evitar preocupações e começar a viver")
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segunda-feira, 14 de março de 2011

Depende da sua maneira de ver as coisas

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. Minha função é escolher que tipo de dia vou ter hoje.



Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a rua.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria posso ser grato por ter nascido.


Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto que abrigue minha família e meus pertences.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.

(autor desconhecido)
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terça-feira, 1 de março de 2011

Dar

Se você quer alguma coisa, dê-a! Não parece um despropósito? É mais fácil conseguir o que se quer abrindo mão de parte do que já se tem. Quando um agricultor quer mais sementes, pegas as que têm e as entrega à terra. Quando você que um sorriso, oferece o seu. Quando quer afeto, dá afeto. Quando ajuda as pessoas, elas o ajudam. E quando quer um beijo na boca? Beija a boca de alguém. E se quiser que as pessoas lhe dêem dinheiro? Dê um pouco do seu. Pense nisso. Se a fixação, o apego excessivo, impede o fluxo de coisas boas para a sua vida, talvez a atitude oposta seja o desprendimento: o de entregarmos uma coisa que valorizamos muito. O que você dá tende a voltar a suas mãos...


Quantas vezes a gente ouve esse tipo de história... “um velho miserável e pão-duro, que praticamente passava fome, morreu com um milhão de dólares debaixo do colchão?”. Aí vem a pergunta: “Se é preciso dar para receber, o que aconteceu neste caso?”

Aí eu respondo: seu saldo bancário não é a medida de sua abundância. Abundância é aquilo que circula em sua vida. A prosperidade é um fluxo: dar e receber. Se você tem uma fortuna depositada na Suíça e não a usa, esse dinheiro não o está enriquecendo. Tecnicamente é seu, mas na realidade você não “recebe” nada dele. Esse dinheiro não o torna abundante e podia muito bem pertencer a outra pessoa. Portanto, o princípio de dar e receber continua valendo mesmo assim.

Em poucas palavras: o macete consiste em dar sem querer nada em troca. Se você espera um retorno, está fixado no resultado – e quando nos fixamos no que quer que seja, pouca coisa acontece. E não devemos gozar das nossas posses pessoais? Claro que sim! Basta Ter certeza de que é você que as possui, e não elas a você.


(texto de Andrew Matthews, do livro “Siga seu coração”)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz natal e excelente ano novo Du Robs


Quando vejo alguém oferecendo o lugar num coletivo, a uma senhora, sem ser o assento preferencial, ainda acredito na bondade.

Quando vejo uma troca de olhares singelos entre irmãos, ainda acredito na familia;

Quando vejo um sincero "me desculpe", ainda acredito na humildade;

Ao perceber, por um instante, o barulho silencioso de uma brisa marítima, ah...acredito na natureza;

Ao ver o sorriso de um bebê, de poucos meses de vida, nossa, como acredito na esperança;

Quando essencialemente reparo e presencio: Com licença, por favor, obrigado, conte comigo, posso ajudar?, deixe que eu carregue suas compras, vamos lá, deixe eu abrir a porta, primeiro as damas, eu seguro a porta do elevador pra vc, sentar depois que a dama sentou-se, dar passagem no trânsito, esperar pedestre atravessar, fazer pequenas, mas sinceras atitudes de cortesia diárias, ainda acredito na gentileza e educação.

É, no fundo, ainda sou um sonhador, de um mundo melhor, de pessoas melhores...

Ao presenciar o milagre do nascimento; o desapego da verdadeira amizade; o abraço afetuoso dos pais, a intensidade de um beijo com amor; ao sentir a presença de Deus em pequenos momentos de contemplação, em ter a certeza de que tudo pode melhorar, mesmo nas dificuldades, com muita fé, com muita benevolência, a qual nos foi ensinada pelo aniversariante divino do próximo dia 25: Eu acredito na paz e no amor de Jesus!!

A vcs que me acompanham, muito obrigado por mais um ano. Intenso, corrido, com altos e baixos mas com muita fé,esperança, e amor...o amor da paz de Deus!!

Um Natal abençoado e um ano novo estupendo e repleto de pequenos gestos de bondade, educação, gentileza e sucesso...o mais infinito sucesso a todos!!! Seja pessoal, profissional, seja simplesmente alcançar pequenas e valiosas vitórias!

Continuem comigo em 2011! Voltamos em janeiro se Deus quiser, com a nossa "programação + ou - normal ". 
Teremos como sempre...Um Pouco de tudo!!!
 Obrigado pelas quase 100.000 visitas!!
Até lá...


Robs

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ninguém é insubstituível?

INSUBSTITUÍVEL E ÚNICO.

Na sala de reuniões de uma multinacional, o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um, ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

- E Beethoven?

- Como? – encara-o o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível. E quem substituiu Beethoven?

Silêncio...

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? ...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostavam e o que sabiam fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora de os líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros’ ou ‘deficiências'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente ou coordenador ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder ou técnico que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E, na gestão dele, o mundo teria perdido todos esses talentos.


Seguindo esse raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanhas, nem lagoas, nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados... apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos... Ninguém!... pois nosso Zaca é insubstituível".

Portanto, nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém o substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso”.



No mundo sempre existirão pessoas que vão amar você pelo que você é... e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo... Acostume-se a isso, com muita paz de espírito... É bom para refletir e se valorizar!

Um bom dia, insubstituível!

(Autor desconhecido)
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domingo, 31 de outubro de 2010

Compreender o indivíduo



Todos nós temos uma conta bancária emocional com outras pessoas, cujo fundo é uma reserva de confiança. Essa reserva – para se manter em alta – necessita de depósitos constantes, como gentileza, cortesia, atenção, respeito, atenção, carinho, e assim por diante. 

Tentar compreender realmente a outra pessoa é provavelmente um dos depósitos mais importantes que se pode fazer, além de ser a chave para todos os outros. Isso porque você simplesmente não sabe
o que constitui um depósito para a outra pessoa, até entendê-la como indivíduo. Afinal, o que pode ser um depósito para você – sair para dar uma volta e conversar sobre os problemas, ir tomar um sorvete, trabalhar em um projeto comum – pode não ser entendido como tal pelo outro... Ou seja, a missão de uma pessoa pode ser apenas um “detalhe” para a outra...
 



Nossa tendência é projetar nossa própria experiência de vida naquilo que acreditamos que as pessoas querem ou precisam... Nossa interpretação do que constitui um depósito se baseia em nossas necessidades e desejos... E o que é pior, se os outros não consideram nosso esforço como um depósito, tendemos a tomar essa reação como uma forma de rejeição a nossas boas intenções, e desistir. 

A ‘regra de ouro’ diz: “faça aos outros o que deseja que façam a você”. Apesar da objetividade dessa frase,
acredito que seu significado essencial seja: entenda os outros em profundidade – como indivíduos – do mesmo modo como você gostaria de ser compreendido, e depois trate-os em função dessa compreensão.

Um pai bem sucedido disse a respeito da educação dos filhos:
“trate a todos igualmente, tratando como um de forma diferente”.
 
(por Stephen R. Covey no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes")
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Vale a pena também ler:

Ciclos
Se fosse fácil não teria graça
Ninguém é perfeito
O poder das palavras
O paradoxo do nosso tempo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Encorajamento



O escritor Mark Twain advertiu: “Fique longe de pessoas que tentam diminuir as suas ambições. Pessoas pequenas sempre fazem isso, mas as realmente grandes, fazem com que você sinta que também pode tornar-se grande”.

Como é que a maioria das pessoas se sente quando está perto de você? Sentem-se pequenos e insignificantes, ou acreditam em si mesmos e têm esperanças sobre aquilo que podem vir a ser?

(...)

Poucas coisas ajudam tanto uma pessoa quanto o encorajamento. George M. Adams chamou-o de “oxigênio para a alma”. O filósofo e poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe escreveu: “A correção faz muito, mas o encorajamento após a censura é como o sol depois da tempestade”. E William A. Ward revelou seus sentimentos quando disse: “Lisonjeie-me, e não acreditarei. Critique-me, e talvez não goste de você. Ignore-me, e talvez não lhe perdoe. Encoraje-me, e nunca lhe esquecerei”.
(...)

Uma história maravilhosa sobre o cuidado e o encorajamento conta que havia um garoto chamado Tommy que passou por um período de muitas dificuldades na escola. Fazia continuamente muitas perguntas, não conseguia manter-se calado. Parecia que falhava cada vez que tentava fazer alguma coisa. Sua professora finalmente desistiu dele, e disse para sua mãe que ele não tinha condição de aprender e nunca alcançaria muitas coisas. Mas a mãe de Tommy era uma pessoa que cuidava de outras pessoas. Sabia encorajar. Ela acreditava nele. Ela passou a estudar com ele em casa, e a cada vez que ele falhava, ela lhe dava esperanças e encorajamento para continuar tentando.

O que aconteceu com Tommy?
Tornou-se um inventor com mais de mil inventos patenteados, incluindo a vitrola e a primeira lâmpada elétrica incandescente, comercialmente viável. Seu nome era Thomas Edison.

Quando as pessoas são encorajadas, é impossível prever o quão longe podem chegar. A falta de encorajamento pode impedir uma pessoa de viver uma vida saudável e produtiva. Mas quando a pessoa se sente encorajada, ela pode enfrentar o impossível e superar adversidades incríveis. E a pessoa que fornece o presente do encorajamento se torna aquela que faz diferença em sua vida.

Vou repetir, então, a pergunta do início do texto:
Como é que a maioria das pessoas se sente quando está perto de você?

Texto adaptado do livro Insight II. - Daniel Carvalho Luz.

domingo, 3 de outubro de 2010

Emocione-se com a vida


Qual a capacidade que você tem de se emocionar com a vida ? Sem apelar para sentimentos básicos como perdas, frustrações, casamentos, filhos, pais? A vida, esse milagre que se processa em você, é inspiração suficiente para provocar uma emoção, dessas indizíveis?

Dessas emoções de olhar para o alto e imaginar um Deus, que você nem sabe como é ou mesmo se existe, e dizer obrigado? A sensação de estar vivo é algo emocionante, ou não passa de algo que você não entende e nem quer entender?

Você simplesmente vai vivendo sem mais pensar a respeito sobre o mistério da sua existência?

Se você é do tipo de pessoa que reverencia a vida em todas as suas as formas, certamente, não terá grandes problemas na sua trajetória por este mundo. A cada nova manhã você receberá a vida renovada como um presente e isso bastará para uma motivação original.

Você faz parte de um universo de possibilidades e de infinitas preciosidades a serem descobertas. Se está pronto para viver grandes emoções nas coisas mais simples, e nada lhe faltará.

Tenha você muito ou nenhum dinheiro!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A confiança (de braços abertos)


Uma das cenas mais bonitas entre pais filhos é ver uma criancinha correr de braços abertos em direção a seu pai ou sua mãe para se jogar neles com a maior felicidade. Ela sabe que vai ser amparada e acolhida com segurança e amor e por isso não tem a menor dúvida. Isto é, ela tem total confiança na vida. E o que faz alguém se lançar no mundo com essa mesma coragem, determinação e alegria?

Isso mesmo, a confiança. Confiança é uma questão de fé. Acredita-se que a fé pertence ao universo da religião, que está apartada da vida comum, mas isso não é verdade. É a fé que preenche o coração na hora de se atirar num projeto, se entregar em relacionamentos, perseguir um objetivo. Não se pode saborear plenamente a vida sem fé. Ela é o mais poderoso catalisador de energias.

Fé é muito mais que crença ou dedução de um raciocínio lógico. Ela é incondicional. Isto, é não depende de conclusões, lógicas, probabilidades, previsões. Muitas vezes, até, ela vai exatamente em direção oposta ao que tem chance de dar certo. A fé, basicamente, é um exercício dinâmico de coragem. E coragem é "ter o coração na ação". Quando se coloca o coração naquilo que se faz, a fé e a confiança impulsionam. Ultrapassa-se uma série de bloqueios e obstáculos, internos e externos, com resultados impossíveis de serem atingidos sem sua presença.

Por isso a confiança é tão poderosa. Pode ser a fé em Deus, ou a fé na vida, num sonho, num projeto... ela é fundamental para sua vida.

(texto de Liane Alves, publicado no site Vida Simples – abril/2008)
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Veja também:

Viver é perigoso
Portas
A difícil tarefa de julgar
E se eu perdesse a minha fé?

domingo, 8 de agosto de 2010

Felicidade

Felicidade é, realmente, a grande busca do ser humano. É o que está na origem de todos os nossos desejos, sejam eles quais forem. É para sermos felizes que buscamos a prosperidade, o amor da nossa vida, a saúde e a beleza, o sucesso no trabalho, a harmonia em família e tudo mais que podemos imaginar.

Mas... é mesmo difícil "encontrar" essa tal felicidade? A felicidade não é o tipo de coisa que se "encontra" nem se "busca" como algo que está fora da gente, como um pote de ouro no final do arco-íris. Não existe felicidade em lugar algum a não ser dentro de você mesmo!

A felicidade é que ela vem de uma disposição interior, uma capacidade para ter satisfação com o que se é aqui e agora. Olhe à sua volta e você encontrará alguém que se mostra satisfeito com o que faz, a vida que leva, o seu dia-a-dia, o seu mundo

Deixe de lado o pote de ouro e questione interiormente onde está a sua satisfação. Só você pode saber se o calo dói, se a água mata a sede, se a roupa aperta, se a vida satisfaz.


O que impede que você tenha satisfação agora? Onde está sua satisfação? Você já parou para se dar uma satisfação sobre os desejos que não realizou ou abandonou no meio do caminho?

Entenda que ninguém mais pode lhe proporcionar satisfação a não ser você mesmo. Assuma isso e descobrirá que pode ser feliz agora.

(publicado na Revista Vencer!)
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sábado, 24 de julho de 2010

Alpha, "Beta" e...Gama

E de repente vi vc!
Sem querer me peguei em ti, sem o “ti” aqui.
Abri e bebi uma cerveja preta, que vc adora.
Senti seu perfume, adocicado e inebriante, em outra garota que passou por mim,
Sem querer, vi uma tatoo, nessa mesma garota de cabelos negros, que deu “asas” a minha imaginação.
No meu computador, seleciono umas músicas para ouvir, que coincidência, são Nightwish, Pitty, Moby, Queen, Theatry of Tragedy, Legião, Guns...
E me lembrei que eu não ficaria bem na sua estante.
Lembro-me de suas indecisões, é seu charme natural. Mas ao mesmo tempo, indiretamente ou não, nos separou, ou não deixou que ficássemos juntos.
Andando por aí, me deparei em frente àquela igreja, aquela mesma, a qual não rezamos, aquela que virou mais um entre nossos tantos cantos.


Lembro-me também das vezes que me perdi em suas curvas, das vezes em que até te prendi em minhas pernas.
Fui seu homem objeto, fui seu amigo secreto, sou seu amigo eterno.
É... o destino, o “nada é por acaso”, o que podia ter sido, ou o que será, é tudo muito engraçado, tragicomicamente engraçado.
Ainda sinto seu cheiro e o sabor de seu inesquecível ósculo, delicioso, quente, molhado que sempre o quero.

Porque escrevi isso? Porque penso isso, porque penso em ti, porque vc não só passou por mim, vc ainda está aqui, sempre estará. A sua marca está em mim.Esse é texto é para vc, pelos nossos momentos tão rápidos, mas tão gostosos, tão felizes...É para te ver sorrindo, que é lindo.

E pensar que tudo começou com olhar, a boa troca de olhares, intensa, imensa, única. Quem diria, minha dama de preto.
Se vai acontecer de novo? Não sei, vc não sabe, e não importa. O que importa é que foi especial, pois vc é especial!
Quem é você? Ahh, isso só eu sei, só vc sabe...Foi sempre assim, nós nos bastamos, nos completamos..sempre...sempre que estamos juntos...Mesmo que esse sempre, tenha por acaso, se findado.

Alpha, de início, primeira letra do alfabeto grego, início de tudo.
Beta...raios beta...certeiros...ou simplesmente Beta...de vc...
Gama, Sucessão, série de sentimentos, pensamentos, idéias etc. Ou simplesmente gama de gamar...ou seja... o início, após receber seus raios certeiros, seus raios beta, simplesmente gama!

 

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O paradoxo do nosso tempo
Dia do professor
Relacionamentos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sobre amigos

Modelamos nosso caráter pela escolha que fazemos de amigos, livros, ocupações e divertimentos. A amizade é mais necessária aos felizes do que aos infelizes; porque a felicidade é multiplicada quando é compartilhada. É mais importante do que a justiça: porque quando os homens são amigos, a justiça é desnecessária, mas quando os homens são justos, a amizade ainda é uma vantagem. 

Um amigo representa uma só alma em dois corpos. No entanto, a amizade dá a entender poucos amigos, e não muitos; quem tem muitos amigos não tem amigos, e ser amigo de muita gente a fim de conseguir a amizade perfeita é impossível. Uma bela amizade requer duração, e não intensidade, inconstante, e implica em estabilidade de caráter, é o caráter alterado que devemos atribuir o desintegrante caleidoscópio da amizade.  




E amizade requer igualdade, porque a gratidão lhe dá, quando muito, uma boa base escorregadia. E, no entanto, embora os bens externos e os relacionamentos sejam necessários à felicidade, a essência desta continua dentro de nós, no conhecimento perfeito e na clareza da alma...
(autor desconhecido)


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Veja também:

Onde estão?
Dia mundial do amigo
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Anos 80,nostalgia de felicidade
Se fosse fácil não teria graça

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Recomeçar é preciso!

Recomeçar nem sempre é fácil, tentar é necessário;


Vc já notou, quantas vezes na vida recomeçamos?
São momentos em que temos que decidir entre A ou B, que fará toda diferença.
São ciclos em nossa vida que nos fazem crescer, aprender, superar, empreender...

Temos que tomar cuidado com nossos medos e principalmente com o comodismo que as rotinas nos trazem.
Ah, o momento de recomeçar...o friozinho na barriga...o novo emprego, um novo romance, uma nova amizade...
Pergunte-se sempre Quem sou eu, para onde vou, com quem?

O desconhecido é que nos dá medo, mas temos que enfrentar, temos que mudar, temos que encarar...Ninguém, nem vc, nem eu, tem a bola de cristal de saber o que nossas atitudes nos trará.

Simplesmente tente...Simplesmente faça as escolhas de uma vida .
 
Ser feliz é a meta? Uma escolha muda todo seu destino? Não dá pra afirmar, mas tente...recomece, faça diferente, desista do que vc veêm frequentemente insistindo, ou insista no que vc veêm frequentemente desistindo...


Vivemos nesse eterno anacronismo .

Não temos uma vida paralela para assistir se deu certo uma outra decisão. Apenas decida. De tempo ao tempo.

O importante é recomeçar sempre, com , com esperança, com bondade e com lealdade, seja a seus princípios, seja a seus valores... E a cada recomeço aprenda e aprenda e aprenda...

Recomece se necessário e seja feliz que é difícil, mas essencial!

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Veja também:

Limitações
Ética

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Viver é perigoso

O que te causa surpresa, provoca espanto? Você continua o mesmo de sempre, ou mudou muito nos últimos anos?
 

O que te faz sorrir, o que te leva a chorar? As sensações são as mesmas de antes, ou será que algo mudou em teu íntimo?

Os sonhos que tinha, perderam a validade? Os sonhos que sonha, mantém a mesma gana de antes, ou perderam o viço e a sanidade?

O que te faz cidadão, o que levas na mão, além da bagagem do dia-a-dia, da garra e da vontade de rotina?


Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa, já dizia que viver é muito perigoso. Mas é dos perigos da vida que tiramos o gozo!

Você tem buscado o risco nas alturas, ou te basta a calma da planície? Tua voz continua alta, ou terá você moderado os gritos e a sandice da juventude?

Somos os mesmos de sempre, ou pioramos? Melhoramos na forma, ou apenas mudamos o vasilhame? A essência da vida, onde se esconde? Carrega nome e sobrenome, ou sequer endereço possui, como uma garrafa jogada na enchente?

Viver é muito perigoso. Mas é dos perigos da vida que tiramos o gozo.


Se não há tempo para abraços, nem motivos para choro, de que alimento tem vivido tua fúria? Com que líquido tens regado tua bravura?

Viver é muito perigoso, mas se não sabemos da verdade o caminho, para onde caminhamos, e por quê o fazemos, muita vez, sozinho?


Riobaldo já dizia: "Viver é muito perigoso... querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar".

Somos o avesso e o disposto, o velho e o moço, a calma e o alvoroço.

Viver é muito perigoso. Mas nada a reclamar, a não ser viver - que o tempo cobra imposto...


(Alexandre Pelegi, jornalista e consultor, é editor do Primeiro Programa, na Rede Transamérica FM)

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Esse texto lembra e vale a pena rever:

E se eu perdesse minha fé?
O poder das palavras
Humildade x Orgulho

terça-feira, 25 de maio de 2010

Portas


Se você abre uma porta, você pode ou não entrar em uma nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida. Mas se você vence a dúvida, o medo, e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se.

Mas também, tem um preço...São inúmeras outras portas que você descobre. Ás vezes quebra-se a cara, ás vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.


A vida não é rigorosa. Ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.


A vida é generosa. A cada sala que se vive,descobrem-se tantas outras portas.E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece ofortunadas portas.


Mas a vida também pode ser dura e severa. Se você não ultrapassar a porta,terá sempre a mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, é a estagnação da vida...


Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens...

 
(Desconheço o autor)

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Vale a pena também relembrar:

Uma foto em um milhão
Mudanças
A lei do caminhão de lixo
Ninguém é perfeito

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A difícil tarefa de julgar


Uma das características do ser humano é emitir julgamentos o tempo todo. Toda vez que conhecemos algo ou alguém, nos apressamos em criar um juízo tentando avaliar qualidades, defeitos e, principalmente, as intenções. Para tanto, usamos a percepção que é construída a partir de como ‘sentimos’ as coisas e as pessoas.
 

O problema é que somos, sem exceção, maus juízes; pelo menos enquanto não juntamos todos, ou ao menos quase todos, os elementos necessários para concluir com mais qualidade o que pensamos e o que sentimos sobre as outras pessoas e sobre determinada situação. E isso não é fácil, principalmente porque os julgamentos, quando precipitados, tendem a ser emocionais, relegando a razão a uma segunda instância. E quando, ao contrário, tentamos ser racionais demais, também erramos, pois passamos a desconsiderar valores humanos importantes na composição da pessoa integral...

Mas não se culpe, a psicologia nos explica que julgar pelas aparências é normal. A primeira análise que fazemos de uma pessoa ou de uma situação é aquela que busca defender nossa integridade física, portanto é uma análise puramente instintiva. Nosso cérebro primitivo sempre grita ‘cuidado’ diante do desconhecido, principalmente se sua estética não for parecida com a nossa ou com o padrão que apreciamos. A segunda análise é emocional e apenas em terceira instância fazemos um exame racional.


Por isso, dê sempre um tempo antes de emitir um juízo de valor e tenha consciência de que eles nunca serão completamente fidedignos.


(Eugênio Mussak – Uma coisa de cada vez – Ed. Gente)


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Esse texto lembra e vale a pena rever:

Esse mal chamado inveja
Falar mal é fácil
Nas internas

segunda-feira, 5 de abril de 2010

E se eu perdesse minha fé?

E se eu perdesse minha fé?
O projeto acabado;
O emprego encerrado...
E se eu perdesse minha fé?
O Amor perdido, ou não correspondido...
O amigo virando vilão, sumindo na multidão,...


A chateação...
E se eu perdesse minha fé?
A dor aumentando, a sorte voando...
Os dois passos para trás... Cadê os cinco para frente?
E seu perdesse minha fé?

A vida passando... O dia voando... A esperança se esvaziando...
O beijo não dado, o sentimento acuado, o não recebido, a voz embargada, os temores escondidos, o dinheiro sumido, a queda seguindo, um breve gemido, um canto sozinho, um insone indevido...
E seu eu perdesse minha fé?

Não teria lamentações nesse momento...percalços são percalços...Só não podemos perder a fé...seja ela em algo maior...no bem maior...Em Deus...Até nas pessoas, por mais cruéis que sejam ás vezes, não perderei minha fé, pois com ela bato no peito, enfrento, levanto e enfrento e enfrento e enfrento...

E se... E se... Não tem "e se" quando se tem fé... Se ela move montanhas... Eu moverei o mundo com a minha...

Tenho fé que, não perderei minha fé...
Vencer é um ato de fé!

E se eu vencer pela minha fé?

Robs Batista



Esse texto lembra e vale a pena rever: Ciclos